segunda-feira, 22 de setembro de 2014

SERVIDORA É EXONERADA POR NÃO APOIAR SANDOVAL

Coordenadora da Casa de Apoio Vera Lucia é exonerada e diz que foi por não apoiar Sandoval

Alessandra conta que ligou para o secretário Raimundo Palito para dizer que não estava apoiando o candidato dele, mas que queria permanecer no cargo
Portal Cleber Toledo - Da Redação

Foto: Divulgação
Luciana informou que o secretá teria dito que "o cargo não pertence a ele, e sim ao governo"
A coordenadora da Casa de Apoio Vera Lucia, Alessandra Pereira de Lima, foi exonerada do cargo na noite de quinta-feira, 18, conforme publicação no Diário Oficial. Alessandra disse ao CT que está saindo da Casa por “perseguição política”.

De acordo com ex-coordenadora, ela havia ligado para o secretário do Trabalho e Assistência Social (Setas), Raimundo Palito, para dizer que não estava apoiando a reeleição do governador Sandoval Cardoso (SD), mas que queria permanecer no cargo.

Segundo ela, o secretário disse que o cargo não pertence a ele, e sim ao governo, e que, por isso, ela seria demitida. “No exato momento que vi a exoneração, liguei para o secretário [para questionar o fato de constar do Diário que a exoneração foi a pedido], e ele disse que em momento nenhum falou para alguém que eu pedi a exoneração”, explicou.

Alessandra disse que apenas comunicou que não estava apoiando o candidato do governo e garantiu ao secretário que não estava fazendo política dentro da Casa: “Mas eu nunca pediria para sair”.

Pacientes e acompanhantes do Hospital Geral de Palmas [HGP], Hospital e Maternidade Dona Regina e do Hospital Infantil, que estão acolhidos na Casa, não concordam com a saída da coordenadora, e fizeram um abaixo-assinado. Rogério Alves Alexandre veio de Anápolis (GO) para fazer um tratamento de ortopedia. “No momento essa é minha casa, e a Alessandra compartilha da nossa dor. Para trabalhar na assistência social tem que ter amor pelo próximo e isso ela tem de sobra”, comentou.

Luciana Silva da Conceição é mãe de uma das crianças que fazem tratamento oncológico. “Nós não queremos que ela saia, pois a principal área afetada será a onco. Eu já tive em várias casas de apoio, já fiz tratamento em vários hospitais e nunca vi uma coordenadora tão preocupada com a saúde, alimentação e com o nosso estado psicológico, como ela”, afirmou.

CT fez contato com a Agência Tocantinense de Notícias (ATN), mas até agora não houve qualquer manifestação sobre o caso.

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