sexta-feira, 18 de outubro de 2013

POLICIAL EVITOU ROUBO DE MOTO E FOI CONDECORADO

POLICIAL QUE EVITOU ROUBO DE MOTO NA ZONA LESTE É CONDECORADO

OFICIAL RECEBEU A LÁUREA DE MÉRITO PESSOAL EM 1º GRAU - A MAIS ALTA HONRARIA QUE A PM CONCEDE A PROFISSIONAIS QUE SE DESTACAM EM ATOS DE BRAVURA

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Assalto moto (Foto: Reprodução / Youtube)
O policial militar que evitou o roubo de uma motocicleta no último sábado (12/10), no bairro da Penha, zona leste de São Paulo, foi condecorado nesta sexta-feira (18/10) com a Láurea de Mérito Pessoal em 1º Grau - o grau mais alto de honraria que a Polícia Militar concede a profissionais que se destacam em atos de bravura. A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. 
Segundo comunicado, o oficial está afastado há alguns dias para a realização de uma cirurgia que já estava marcada. Segundo a SSP, ele continua exercendo suas funções na corporação e não sofreu nenhuma punição por sua ação durante o crime.
A imagem do assalto e da intervenção policial foi gravada pela vítima, por meio de uma câmera acoplada ao capacete. O vídeo se tornou um dos mais vistos na internet ao longo da semana. Para o Comando da PM, "as imagens mostram uma ação legítima, praticada segundo o procedimento operacional padrão e a postura do oficial em seu horário de folga, pondo em risco a própria vida, demonstra profissionalismo e devoção à causa pública".

terça-feira, 15 de outubro de 2013

AO MESTRE! - Roberval Paulo



               "Homenagem deste simples poeta a todos os               Professores espalhados por aí mundão afora.             Semeiam ensinamento e amor e contribuem        consubstancialmente na formação de um  mundo novo." - (Roberval Paulo)

Ah! Mestre
Quizera eu sonhar o teu saber
e neste sonho
realizar meus dias
nos dias do eterno aprender

Quizera ainda dominar
o dom primoroso
o primoroso dom de ensinar
e na janela aberta da mente humana
transportar todo o conhecer da “lida”
transmitir as ilusões perdidas
os ensinamentos necessários à vida

no aprender do caminhar.

Roberval Paulo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

RENASCIMENTO - Roberval Paulo

Eu quase que nem mais choro
As lágrimas me abandonaram
As explorei tanto e tanto
Que elas de mim viajaram
Se foram, se dissiparam
E eu fiquei meio assim
Não sei nem como é que estou
Assim, olhando a distância
Os olhos fixos, parados
Paisagens se vão passando
Pessoas vão caminhando
E eu passando ao largo
Tô vendo e não estou vendo
Me sinto alheio a tudo
Que já me foi mais amado

Sabe como é que é
Você já se sentiu assim
É como se em todo o mundo
Nada mais lhe interessasse
Como se a vida acabasse
Sem ter chegado ao seu fim
Não sei nem mais como agir
As forças que um dia eu tive
Os combates que travei
Quantas batalhas venci?
No trem do tempo me vi
Quão lutas vitoriosas
As glórias glorificadas
Essas glórias alcançadas
Será que tudo perdi?

Os olhos fixos, inertes
E a cabeça rodando
O pensamento pensando
Eis que me vem um alento
Olha lá fora, é o vento
Que continua a soprar
Eu me sou tal qual o vento
Nada me pode estacar
Nada me pode deter
Uma dor? Eu mando embora
Insegurança, se manda
Angústia não é demanda
Vou prosseguir e é agora
Persistir no meu querer
Lançar todo o medo fora

E o vento me invade o peito
Encho os pulmões de alegria
Nos olhos meus já se abria
A janela da esperança
Ah! Deus, como a vida é bela
Como é gostoso viver
O despertar todo dia
A hora do entardecer
A tua mão me mostrando
Qual o caminho a seguir
O teu amor infinito
Extravasando em mim
Oh! Deus, estou caminhando
A vida recomeçando
Tua face contemplando
Razão do meu existir.

Roberval Paulo

INTRIGANTE DESTINO - Roberval Paulo

Essa é a banda de chão onde meu pai se enganchou
Depois que ele ali chegou nunca mais pôde sair
Plantou ali sua sorte no seio da terra bruta
Findou seus dias de luta quando estacionou ali
Sentiu mesmo sem saber ser sua última parada
Não mais teria o alento de outro chão procurar
A força mística do tempo fechou pra ele suas portas
A força torta que faz tudo direito ficar

Ele arvorou nessa terra, plantou tudo que podia
Plantou seu dia, sua noite, seus filhos, sua mulher
Plantou sua sina de ser ali seu começo e fim
Fez crescer nele a ilusão de ser ali seu mister
Não mais teve um outro norte, tudo ali se resumia
Quando distante se ia, era há um légua de lá
Voltava no mesmo rastro, não se sentia seguro
No imaginário, seu muro, não podia ultrapassar

Ele tanto trabalhou, lavrou cacunda de pedra
Terra de areia lavada, terra boa de lavrar
Terra bruta, desalmada, que a enxada não cortava
Terra que até então ninguém ousava lavrar
Terra que só de olhar já se via o fim do mundo
Terra que não se indicava nem pra o inimigo morar
Terra de sol, sem aguada, sem vida, terra de terra
Terra que só tinha um fim, seu corpo ali sepultar

Meu pai levantava cedo, fazia o sinal da cruz
E caminhava pra lida tão feliz que até doía
Estava ele no dia antes do sol clarear
Isso quando tinha sol, que o céu de lá nem se via
Era um tempo de agonia, que lugar mais assombrado
Nem sol de dia, nem lua de noite, só escuridão
Uivo de fera bravia na distância de dez braças
Meu pai pronto a enfrentar, ali ele era um leão

Nunca vi tanta energia, que destino mais cruel
Tinha que beber o féu e era feliz o meu pai
Trabalhava, trabalhava, um trabalho sem retorno
Só ele via o saldo, nunca reclamou um ai
Trabalhava, se matava, suava as horas do dia
Todo o tempo só se via ele a terra labutar
De carpir a derrubada, roça de toco, queimada
Lá estava ele na foice, no facão, a augurar

Parecia num agouro a predizer seu destino
Mas era só a missão dada a um homem comum
E meu pai vestiu sua cruz, era sua, ele levava
E se fazia feliz sem ter conforto nenhum
Sua fé nunca abalou, que força descomunal
Ele era um homem de reza, de oração e de louvor
Na enxada, no sol quente, rezava a Ave Maria
Nosso Jesus, O Pai nosso, nosso Deus, nosso Senhor

Mas mesmo sabendo todos ser neste chão o seu fim
E condenando meu pai a uma morte anunciada
Meu pai nunca se entregou, nunca se desalegrou
Era a vida mais feliz que este lugar habitava
Era um mundo de alegria o olhar terno de meu pai
O pai da serenidade a perseguir a esperança
Esperança a lhe brotar no cantar de um passarinho
Jeito manso e compassivo, um sorriso de criança

Talvez se tivesse ele outras terras encontrado
Não era assim tão feliz como nesse fim de mundo
Tinha algo de encanto esse encontro inusitado
Meu pai e as suas terras, o primeiro sem segundo
Vê um separado d’outro era inimaginável
Meu pai amava esta terra e ela o venerava
Ela até correspondia lhe dando tudo do nada
Era sentido aos olhos como um ao outro amava

Esse chão é do meu pai e do meu pai esse chão
Aqui plantou sua história e também seu coração.

Roberval Paulo

PAISAGEM DO MEDO - Roberval Paulo

PAISAGEM DO MEDO - Roberval Paulo


Esta é minha realidade
É assim que preciso ver
Assim que preciso agir
Assim tenho que viver
Não posso fugir do medo
O meu medo é um outro ser
Um ser que está em mim
Um ser que não vou vencer
Não posso fugir do medo
O meu medo é minha sina
Sina do medo, um enredo
Que o medo a mim se destina
Vencer o medo seria
O mesmo que vencer a mim
Vencendo o medo, me venço
Serei vencido de mim
Então ao invés de vencer
Preciso o medo enfrentar
Saber c’ ele conviver
Junto a ele caminhar
Conhecer a tênue linha
Entre o medo e a coragem
Um começa, outro termina
E equilibra a paisagem.

Roberval Paulo

terça-feira, 24 de setembro de 2013

PAISAGEM DO MEDO - Roberval Paulo


Esta é minha realidade
É assim que preciso ver
Assim que preciso agir
Assim tenho que viver

Não posso fugir do medo
O meu medo é um outro ser
Um ser que está em mim
Um ser que não vou vencer

Não posso fugir do medo
O meu medo é minha sina
Sina do medo, um enredo
Que o medo a mim se destina

Vencer o medo seria
O mesmo que vencer a mim
Vencendo o medo, me venço
Serei vencido de mim

Então ao invés de vencer
Preciso o medo enfrentar
Saber c’ ele conviver
Junto a ele caminhar

Conhecer a tênue linha
Entre o medo e a coragem
Um começa, outro termina
E equilibra a paisagem.

Roberval Paulo

 

ENCANTOS! - Roberval Paulo


A gente canta

A gente dança

A gente se encanta

E nem se dá conta
 

Que o encanto se desencanta

E o desencanto trás desesperança

E a desesperança se reesperança

E em nova esperança se reencanta
 

E reencantada trás a nova dança

Que é a dança de um novo canto

E a gente com a gente se reencontra

E canta e dança um novo encanto.
 
Roberval Paulo


OS SENHORES DO DIREITO E SEU DIREITO DESINDIREITADO - Roberval Paulo



Os senhores do Direito, que, direito, tudo tencionavam fazer, viram-se, dentro do Direito, direitamente endireitados a não realizar nada que fosse do Direito, e, sim, tudo o que fosse do direito que não é direito.
Assim então, endireitou-se, no Direito, o direito desindireitado, e, o que era direito, no Direito, passou a não ser direito e sim, direito que não mais se endireita.
Portanto, já não é mais direito tudo o que um dia foi Direito, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, tudo o que foi direito, dentro do direito, ainda o é, como também, tudo o que não é direito, sendo ou não dê direito ou do direito.
Resumindo e virgulando, para clarear, e, tentando melhor explicar, tudo é direito, no direito, inclusive, o que não é de direito ou do direito, desde que ao Direito interesse.
Partindo desta premissa, tudo é direito ao Direito, desde que possa ser visualizado e analisado à luz do Direito, que é a luz direita que margeia o nosso direito torto e que não o é, de fato, o direito do direito e dê direito, e, sim, o direito do nosso interesse no direito.
Roberval Paulo

terça-feira, 17 de setembro de 2013

PARABÉNS! PARABÉNS!


PARABÉNS MEU FILHO! 

Oi Pai! 
Que este dia seja para ti de paz e serenidade, repetidos por todos os dias e para todo o sempre. Que Deus guie os seus passos e o proteja sempre. Que nosso Senhor Jesus Cristo possa estar contigo todos os dias da sua vida. Eu estarei aqui sempre; conte em todas as horas. Pode alçar o seu vôo meu Filho. Minhas asas te ampararão. Sou eu a tua outra asa para amparar o teu vôo, certo e seguro, pelos caminhos da compreensão, da honestidade, da perseverança, da humildade, da paciência, da esperança e da Paz, tão necessárias a todos os seres. Parabéns meu Filho! Te amar é redundante falar pois sinto esse amor pulsar e se manifestar em todos os instantes da nossa vida, segundo a segundo. Amor incondicional e maior e mais forte que todos os nossos sonhos juntos. Parabéns! Parabéns! Parabéns! Beijos de amor e de paz...

sábado, 14 de setembro de 2013

OBRIGADO SENHOR!

Senhor Jesus, em tuas mãos entrego tudo. Seja feito a tua vontade Senhor. Nos conceda a graça de continuar a nossa luta, gozando de saúde e paz e a cada dia nos tornando pessoas melhores. Só tu é o poder e a glória para sempre. Para ti o impossível é possível, o difícil se faz fácil, o sonho se faz em realidade, e tu Senhor, jamais deixou ou deixará desamparado um filho teu. Perdoa-nos as nossas culpas e falhas e fortaleça sempre a nossa fé em ti Senhor. Obrigado por tudo Jesus e continuamos querendo, pedindo, exigindo e sentindo a tua presença em nossas vidas. Amém Jesus! É teu o poder, a honra e a glória para sempre. Confiantes em ti, aguardamos e acreditamos na tua ação nas nossas vidas. Amém Jesus.
Roberval Paulo /
Gustavo Felipe Paulo Almeida

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

FILHO DO VENTO - Roberval Paulo

Não há o que nos espera que não seja o anoitecer
O anoitecer que escurece o sonho que não se fez
Um anoitecer de morte que o calor da vida esfria
Eu sou refém da poesia
Não quero ser este fim em mim plantado na pele
Na matéria que de terra é o fim e seu começo
Ser clandestino no berço, cada vivente em seu tempo
Sou eu o filho do vento, só termino com a manhã

E se a manhã começa, sou eu também o começo
A origem que do fim, foi em mim que iniciou
A Fênix, que ao morrer, nem sabia ser eterna
A onda que transportava o mar do meu desamor
Fui a roda e rodando, rodei o meu existir
Na direção de um verso que eu sabia ser reverso
O verbo que em si é começo e fim eternos
Sou eu o clarão da vida. Sou eu o lobo de mim.


Roberval Paulo

MAIS PROTEÇÃO E MENOS CRUELDADE CONTRA ANIMAIS


Roberval Paulo,
O Brasil todo está se mobilizando para garantir mais proteção e menos crueldade contra animais. Nas últimas semanas, quase 1.000 pessoas criaram abaixo-assinados pedindo a criação de uma delegacia especializada em crimes contra animais em cada estado do país.
A ideia surgiu após uma petição liderada pela Agência de Notícias de Direitos dos Animais (Anda), que conseguiu uma vitória parcial no estado de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin publicou um decreto em julho criando a “Divisão de Investigações sobre Infrações de Maus-tratos a Animais e demais Infrações contra o Meio Ambiente”, deixando clara a prioridade de atendimento e proteção aos animais.
Veja a seleção dos abaixo-assinados que estão ganhando mais força em 10 estados brasileiros (e clique em cada um para assinar! - você pode assinar todos)
Segundo Silvana Andrade, da Anda: “A criação de uma força policial especializada faz toda a diferença no combate aos crimes contra animais -- tanto no âmbito doméstico quanto domesticados, silvestres e selvagem. Está crescendo muito a quantidade de relatos de maus-tratos, negligência, violência e abandono de animais”.
Veja todas as campanhas
Você pode ver todas as campanhas criadas em todo o Brasil, clicando aqui.
Não se esqueça de chamar os amigos para assinar também!
Obrigado,
Lucas Pretti, Change.org

terça-feira, 23 de julho de 2013

Morre o cantor e compositor DOMINGUINHOS - O mais autêntico herdeiro de Luiz Gonzaga

Morre o cantor e compositor Dominguinhos, aos 72 anos

  • Músico estava internado há seis meses em São Paulo
  • Fonte: O GLOBO

O artista posa com o acordeão em foto de agosto de 2012. Dominguinhos era considerado o herdeiro musical de Luiz Gonzaga Foto: Monica Imbuzeiro / Agencia O Globo
O artista posa com o acordeão em foto de agosto de 2012. Dominguinhos era considerado o herdeiro musical de Luiz Gonzaga Monica Imbuzeiro / Agencia O Globo
SÃO PAULO - Depois de seis anos de luta contra um câncer de pulmão, morreu nessa terça-feira, às 18h, no hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, o sanfoneiro Dominguinhos, um dos maiores músicos do Brasil. Depois de passar um mês internado em Recife, ele foi transferido em 13 de janeiro para o hospital da capital paulista. Ao longo do tratamento, Dominguinhos, que tinha 72 anos, apresentou insuficiência ventricular, arritmia cardíaca e diabetes. Ele faleceu de complicações infecciosas e cardíacas.
Tido como sucessor de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, Dominguinhos fez uma carrreira de brilho próprio, com sua sanfona capaz de transitar com virtuosismo e graça por vários estilos musicais, e um talento como compositor que ficou evidente graças a clássicos como “Eu só quero um xodó” (de 1973, regravada em diversas línguas), “De volta pro meu aconchego” e “Tenho sede” (sucesso na voz de Gilberto Gil). Dominguinhos fez parcerias com grandes nomes da MPB, como Gil (“Lamento sertanejo”, “Abri a porta”), Chico Buarque (“Tantas palavras”, “Isso aqui tá muito bom”, “Xote de navegação”) e Djavan (“Retrato de vida”), além de acompanhar muitos deles, como instrumentista: Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Rita Lee, entre outros.
José Domingos de Moraes nasceu em 1941, em Garanhuns, Pernambuco. O pai, mestre Chicão, tocava e afinava foles de oito baixos. Aos seis anos de idade, ele já tocava sanfona com dois de seus irmãos, sob a alcunha de Trio Três Pinguins, em feiras livres e portas de hotéis da cidade. Numa dessas, aos oito anos, acabou conhecendo Luiz Gonzaga. “Fomos até a pousada onde se hospedara e tocamos meu pai na sanfona, eu no pandeiro, meu irmão na zambumba. Ele gostou do que ouviu, escreveu num papel o endereço de sua casa em Nilópolis e disse para o procurarmos. Chegamos em julho de 1954, um mês antes do suicídio de Getúlio, e, mesmo tendo passado tanto tempo, Gonzagão nos recebeu e ajudou”, contou o músico, em entrevista. Foi o Rei do Baião, inclusive, que sugeriu a mudança do apelido de infância, Neném, para um nome mais artístico: Dominguinhos.
Aos 16 anos, o rapaz fez sua primeira gravação, tocando sanfona num disco do padrinho artístico, na música “Moça de feira”. No Rio de Janeiro, depois de se familiarizar com o samba e com o bolero, ele formou um grupo que se apresentava em dancings, boates e inferninhos nas zonas da malandragem, acompanhou artistas de rádio com o Regional de Canhoto. Voltou ao forró aos 21 anos, quando foi convidado a gravar um LP destinado ao público migrante nordestino. Em 1967, Dominguinhos seguiu com Gonzaga em uma excursão ao Nordeste, como sanfoneiro e motorista, e acabou fazendo parte do grupo da cantora pernambucana Anastácia, com quem acabaria se casando e com quem compôs várias músicas — entre elas, “Tenho sede” e “Eu só quero um xodó”.
Em 1972, quando caminhava com Anastácia pela Avenida São João, em São Paulo, o sanfoneiro foi interpelado por Guilherme Araújo, na época o empresário de, entre outros, Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso, que perguntou se ele podia dar uma passada no Teatro Tuca. “Guilherme me disse que estava montando um grupo para as apresentações que Gal e Gil iriam fazer na feira Midem, em Cannes (na França), e, para minha surpresa, eles queriam uma sanfona para completar um grupo”, contou, certa vez o músico, que aí fez a sua entrada no seleto clube dos músicos da MPB. “Nos anos 1950 e início dos 1960, o Rio tinha um caminhão de sanfoneiros, mas levamos um chega pra lá da bossa nova, muitos desistiram ou tiveram que mudar para o piano ou os teclados em geral”, observou ele.
Em 1980, Dominguinhos participou do II Festival Internacional de Jazz de São Paulo. Anos mais tarde, ele chegaria às paradas de sucesso com as músicas “De volta pro meu aconchego” (em parceria com Nando Cordel, gravada por Elba Ramalho), e “Isso aqui tá bom demais” (gravada por ele com o parceiro Chico Buarque), que foram incluídas na trilha da novela “Roque Santeiro”. Em 2002, receberia o Grammy Latino de melhor disco regional, com o álbum “Chegando de mansinho”. Seis anos depois, foi o grande homenageado do Prêmio TIM de Música, e, em 2010, do Prêmio Shell. No mesmo ano, foi lançado o DVD comemorativo dos seus 60 anos de carreira, “Iluminado Dominguinhos”, gravado ao vivo, com as participações de Elba Ramalho, Wagner Tiso, Gilberto Gil, Yamandu Costa, Waldonys e Gilson Peranzzetta.