Conhecer a realidade do nosso país não é
obrigação de todos, mesmo que seja um dever. Agora, conhecer essa realidade e
ignora-la é, no mínimo, lamentável. FHC promoveu aberturas interessantes na sua
gestão, mas leiloou parte significativa da nossa economia a organismos
estrangeiros, permitindo, por interesse de uma estrutura de manutenção do
poder, uma sangria exagerada e desastrada nas finanças do país, com
consequências de grande proporção na distribuição de renda no Brasil,
distanciando ainda mais os privilegiados e a massa.
Elitizou o governo, praticando uma política errônea e relegando o social a segundo plano, abastecendo com recursos públicos organizações já detentoras do capital, o que produziu, em efeito contrário, a exclusão do cenário econômico, de uma gama importante de pequenos empresários que precisavam de fomento, pois tinham já uma legislação a favor, porém os recursos não chegavam.
Tivemos então, como consequência, o fechamento de muitas portas e o aumento da distância entre grandes e pequenos e ainda a produção de mais miséria nesta famigerada desigualdade social que ainda existe e é grande, porém, bastante resumida nos governos que se seguiram e que precisam fazer muito ainda, muito mais do que fizeram até agora, para, pelo menos, atingirmos níveis mais aceitáveis e mais justos nessa nossa busca por uma sociedade mais justa e mais humanizada, onde, no mínimo, a dignidade do ser seja respeitada.
Roberval Paulo
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