terça-feira, 11 de junho de 2013

MOMENTOS II - Roberval Paulo

Não direi, nem mesmo a mim, que sou eu, triste
Me direi sim, quanto mais triste, sou alegre
De mim, quando muito, uma lágrima, inconteste
Rolará da meiga face, despachando a dor que existe

É comum, quando na dor, confiar-se ao desespero
E nas crises da existência, é latente o juízo
Deixar de lado a razão no esboço de um sorriso
É confinar-se à morbidez do mais denso nevoeiro

Não nasci melancólico, é um estado de espírito
Uma profusão de impulsos desconexos me entristece
Às vezes penso que advém de uma saudade

E no silêncio do meu ser, minha alma se esvaece
Dai-me forças Senhor! Mostre a mim a realidade

Me orienta e me conduza ante a sua verdade.

Roberval Paulo

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